
Fraco Poeta
O vento já não me afeta, sou um fraco poeta, corro da vida, mas não sou atleta, percorro a ida e não atinjo minha meta. Você me olhou de forma indiscreta e não pude perceber, agi de forma incorreta... Pedi para que as palavras ficassem quietas, mas, sem querer, elas estavam certas.
Será que você já percebeu, que sem você, não sou eu? Que esse texto não é meu? Que essas palavras são suas? Que te procurei em várias ruas? Em várias ruas escuras... Que já sofri de várias doenças sem curas? Que já fiz tantas loucuras?
Acho que você nem me notou, se me viu, me descartou, me jogou no buraco como um valete fraco, preferiu o rei de espada, um rei de Esparta, um Noel sem rena, um Páris sem Helena. Uma TV sem antena, um Apolo sem Athena. Uma dor, não muito forte, amena. Uma noite, não muito quente, serena. Uma sorte grande, uma mega-sena, um amor distante, um poeta sem uma pena.

