No caminho, costumava a admirar uma garota que também fechava seus ouvidos com música. Não a conheço, mas posso descrever que, hoje, além da sua blusa branca e seus fones de ouvido com falhas... suas unhas vermelhas e o cabelo preso chamaram a minha atenção.
O dia nem estava frio, mas a blusa fazia parte do conjunto e acho que com a ausência de qualquer uma dessas partes eu não a teria notado.
Mas quem sou eu outra vez? Nem eu mesmo me conheço, tenho segredos que nem eu mesmo sei. E não sei se tenho o direito de quebrar a rotina dela, mas mesmo errado, tentarei.
E se ela estiver lendo essas palavras é porque eu tentei. E peço suas desculpas, mas não é todo dia que isso acontece, não é nem todo dia que eu a encontro.
Como ela pode nunca ter estado aqui, ou achar tudo isso infantil ou talvez voltar ou nem lembrar. Não sei e nunca saberei se não tentar. Sua inexpressividade me ajuda a não conhecê-la. E seus passos rápidos me assustam e afastam qualquer pessoa.
Nem o seu nome eu sei, mas também não preciso saber agora, eu só sei que um pouco de vergonha também fará parte dela... eu espero...
e espero...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
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