terça-feira, 27 de abril de 2010

Corpo de Fundo

Por que a dor se acumula e a felicidade é passageira? Por que bons momentos não são vendidos em qualquer feira? Por que só aprendemos a medir o peso de uma montanha e sua beleza depois de sentirmos, de uma pluma, sua leveza? Por que precisamos chorar para aprender a sorrir? E por que calejar para não se ferir?

Por que choramos mais de uma vez por coisas que não valem a pena? Por que vivemos sempre em dilema? Por que nossa vida não é igual a de cinema?

A dor é certa e a felicidade é duvidosa, e não arriscaremos, por algo incerto, o que já temos.
As pessoas preferem não arriscar a dor que já têm, por uma dúvida de algo melhor, com medo de ficar pior. É como apostar as fichas que não tem, para ganhar um prêmio pela metade. Meia felicidade.

Cada rodada te cobra um pouco, cada dia te destrói um pouco.

Enquanto todos se saturam da insanidade do mundo... eu me sinto a sobra, o corpo de fundo.

sábado, 10 de abril de 2010

Estranhesa

O que pode significar uma concha para alguém? Uma simples concha. Produzem pérolas e são esquecidas, são feitas em par e são divididas. O que pode significar uma concha pra mim?...

Como é egoísta a sociedade em definir todas as coisas com padrões. Alguém é bonito só porque a maioria vota sim? Ir ao cinema todo final de semana é normal depois de uma semana estressante de trabalho?

O que é normal pra mim pode não ser normal pra você. E entendo, não é normal ganhar uma concha de presente... mas um presente pode ser definido como "qualquer coisa", não pela sociedade, mas por ganha, ou por quem dá. Qualquer coisa pode ser um presente, ainda mais se esse presente tiver um nome.

Daqui pra frente, não espere ganhar presentes no seu aniversário, nem chocolate na páscoa, não serei "normal", como nunca fui. Ao contrário, receberá ligações num dia qualquer, um presente sem data marcada, uma expressão espontânea de carinho, e somente isso. Por que não se junta pontos de atenção para gastá-los num dia só...

Como diriam alguns amigos, a vida não para por aqui. E realmente...

Subir ao topo do monte Everest é cansativo, e a vista vale a pena, mas depois teremos que descer, não podemos viver lá pra sempre, e para onde iremos depois? Eu iria para as Muralhas da China e depois ao prédio mais alto de Nova Iorque, e depois ainda não sei, contanto que você esteja junto, qualquer lugar será ideal, como qualquer presente normal.

O homem que ama de verdade sabe como perder sua mulher, mas não por fazer bobeira, mas sim para ter o desafio de reconquistá-la no dia seguinte, que pode ser o último, como pode ser só mais um. O problema é que ainda não inventaram uma máquina que nos avise. Este homem terá chance e a coragem de dizer: Sim conquistei apenas uma mulher... várias vezes"

Então não é preciso ir até Nova Iorque ou até a China, basta escalar o monte Everest outra vez. Por que? Porque este homem ama o monte Everest e não precisa da visão de outra montanha.

Amar quando se deve, intensamente, assim devia ser... estranho... mas devia...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Não sei como dizer...

É... não, sim... talvez eu possa não ter a certeza de que possivelmente, eu não saberia, obviamente, dizer palavras que, muito, ou pouco, sem sombra de dúvidas eu possa, algum dia, dizer. Diferentemente da maneira que me encontro agora, provavelmente, conseguiria dizer tudo, ou o pouco que tenho a dizer, dizer que, se pararmos bem para pensar, você pode imaginar que eu sem querer, possa, ou não, saber como dizer o que quero. Ou não quero, porque não sei mais se ainda é a mesma coisa que que um dia já foi.
Muitas vezes, ou poucas, eu não tenho certeza de que falar é a melhor, ou pior, opção, a única coisa que anda óbvia é que eu não estou bem, não estou normal, estou confuso, ou o mundo que me confundiu, de um jeito ou de outro, acho que acabo falando quando não sei mais o que dizer, e mesmo tendo muito o que falar, eu não digo nada, porque se desconfiar, nem a melhor maneira para dizer eu sei... então não digo...