terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Teimosia

Teimosia é estar sentado debaixo de uma árvore, esperando que o dia esfrie. Teimosia é se encher de cafeína e esperar que o sono vá embora. Teimosia é querer seu abraço enquanto está distante. É querer sentir o seu aroma sem estar perto, ou não querer senti-lo quando te abraçar. Teimosia é juntar folhas do chão e torcer para que o outono não acabe. Teimosia é amar você...

Mas amar você não é simplesmente lembrar... é não te esquecer.
Amar você não é estar perto, mas nunca estar longe.
Amar você é mais do que ser perfeito, é ser ideal.
Amar você não é ao máximo possível, e sim o suficiente.
Amar você, é gostar de cada parte que te compõe.
Amar você é querer que o tempo estacione.

Mas querer que o tempo estacione é teimosia...

E eu quis que ele parasse... pois sou teimoso. E por ser teimoso te amei, mesmo quando não queria, quando não podia. Isso é teimosia...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ontem está longe...

Ontem, eu tive que contar cada estrela do céu pra ter certeza de que o dia tinha acabado. Ontem eu tive que contar todos os quadros da nossa casa pra saber que você tinha ido embora. Ontem eu reprogramei todos os relógios que estavam fora de hora, assim saberia a hora certa de me despedir. Ontem eu joguei xadrez com todas as crianças, assim sabia que elas são mais inteligentes do que eu. E perdi todas as partidas. Ontem eu contei cada folha que caiu da minha árvore, assim sabia que o outono estava acabando, e ainda ontem pedi para que o dia não terminasse, porque sabia que o outono te levaria junto com ele. Ontem fechei todas as janelas e me arrisquei a olhar diretamente para o sol, mesmo correndo o risco de ficar cego, teria a certeza do seu calor. Ontem nenhum ventilador podia imitar o vento dos seus lábios soprando ao pé do meu ouvido, dizendo o que eu nunca tinha escutado. Ontem foi o dia em que não choveu, ontem foi o dia em que tudo estava diferente, ontem eu me afoguei nas lágrimas que ainda não derramei e ontem já passou... apesar de tudo, ontem eu fiz tudo o que tinha que fazer e ainda sinto que fiz pouco... que não fiz nada... ontem eu estava com você... e o tempo nos carregou como barquinhos de papel num rio violento... Ontem te abracei por um segundo e já tive que ir embora, mesmo antes de dizer ao dia para me esperar, mesmo se dissesse, não o faria, como não o fez... ontem está longe...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vento Noturno

Chorarei por te perder como o Hidrogênio chora em dobro para o Oxigênio

O vento provavelmente deve ter as levado outra vez, mas de algum jeito, não as trouxe de volta. Onde foi que estiveram? E por que me deixaram? Também não sei se realmente partiram, mas tenho certeza de que por um bom tempo não as tenho visto... mas hoje... hoje mato a saudade...

Falo das palavras que me descasam, desses versos que me abandonam e vão embora como filhotes que saem de casa para enfrentar o mundo de papel...

Desejo-lhes boa sorte, que encontrem uma boa carta, ou um poema que chora, ou que faz chorar, que me deixem sabendo que irão voltar, pois vou esperar...

E esperei...

Mas mesmo que não voltem, eu preciso estar sempre criando, ou é a criatividade que me criará?

Já não me faz mais sentido ter que destinar o vento, mesmo ele que nunca tenha me obedecido. Não se controla uma coisa natural, nem o vento, nem a chuva, nem o fogo, nem as estrelas, nem as cores, nem as flores... mesmo que artificiais, sem aroma, nunca serão iguais.

Nessa hora o vento me olhou e deu uma piscadela, como quem sabe o que deve fazer. Apagou a vela, deixando nosso céu anoitecer...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

É aqui?

Não sei se realmente dormi ou se sonhei, e fazia tempo que isso não me acontecia. Tive a sorte de novamente entrar no meu mundo. Talvez meus próprios guardiões tenham me colocado para fora, mas o que eu teria feito de tão errado no meu próprio mundo? Me lembro de ter sorrido, mesmo tendo medo de não pertencer mais ao que eu mesmo criei. Sorri, porque o medo gosta de se confundir com a falta de coragem, e eu tive medo... quase perdi a calma, na verdade, perdi... minha mão tremia e meu corpo todo estava quente, mas no momento exato de gritar, eu não gritei, apenas sorri, sorri porque sabia que se o fim chegasse, eu não teria feito nada errado, nem teria me arrependido do que fiz até aquela noite. O que me colocaria pra fora do meu próprio mundo teria sido meu grito de pânico. Então os guardiões reconheceram meu sorriso e me deixaram entrar novamente. Lá estava ela, sorrindo mais uma vez, esperando como se tivesse a certeza da minha volta, quando nem mesmo eu sabia se ia voltar. Seu sorriso estava diferente, mas também não quis pensar sobre isso, já estava ali, e isso era o que realmente importava.

Na verdade, fui eu quem quis sair, e por muitos dias e noites, não sonhei de novo. E quando quis voltar, não tive a certeza de estar no lugar certo, o que me deu a certeza de que voltava para o meu mundo foi aquele sorriso. E o meu mundo me desculpou. Daqui não sairei jamais...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Horizonte

The Horizon

Hoje posso dizer que o que me cria são as palavras. Mas é muito mais fácil escrever do que falar. Eu poderia ser só mais um, alguém em comum, mas prefiro surpreender a mim mesmo quando dizem que este é o limite. Enquanto o verdadeiro limite é o horizonte. E devo ter dado várias voltas ao mundo, sem perceber.

O sol brilhará em outro amarelo, e os pássaros afinarão as suas vozes com as nossas... É diferente encontrar alguém que você ama e amar alguém que você encontra. Se é fantasiado e imaginado um tipo de pessoa que lhe agradaria, um tipo de pessoa para ter sempre ao lado, mas as pessoas são ausentes no mundo de hoje, vivem cheias de problemas e correrias e ficamos a maior parte da vida a esperar por alguém que amamos. E cobrimos os gramados de nossas casas com decepções, o segredo que cada um guarda dentro de si, até que amamos alguém que nos encontra. E dizem por ai que o tempo voa, então por que não voamos com ele? O último dia está pra chegar, mas não precisamos ficar torcendo para este dia demorar, só é preciso aproveitar a noite como se as estrelas fossem sumir.

Então podemos perder noites sem dormir para apenas ficar conversando, ou olhando para a lua, e o céu noturno, mesmo que nossas caras de sono assustem a multidão no dia seguinte, se é que haverá o "dia seguinte". Claro! Não haverá café no mundo feito por qualquer um de nós que nos mantenha acordados para viver sem dormir, mas quando dormirmos, mesmo que na escuridão dos meus pensamentos ou os seus, quero ter a imagem nítida do seu sorriso nos meus sonhos.

E por fim, não viveremos esperando por um beijo, comparado, por muitos, como uma medalha, uma migalha... ou o carimbo de um contrato de namoro, ou a razão de um choro. Viveremos esperando por um fim, que tenha tido um começo. Te amar, não é querer uma medalha sua, nem pedir uma migalha de qualquer jeito. Te amar é conquistar cada pedaço seu durante o dia e perdê-los durante a noite, e assim saber que cada dia seguinte será um desafio e cada noite eu posso te perder pra sempre, ou cada dia te conquistar pro resto dele. Ou cada manhã ter o seu "bom-dia", como o sol faz no horizonte...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

What's Next?

E ele voltou a respirar, não mais feliz, ou menos triste, mas conseguiu fazê-lo conscientemente... Esteve lúcido de que estava fazendo a barba, e sorria, esteve lúcido de estar penteando o cabelo, e sorria, se arrumou como se estivesse indo na festa mais rica que pode haver no fim de ano. Mas ficou em casa...

Hoje, planejou o amanhã, e amanhã festejará o ontem.

Percebeu que também poderia ser feliz, e ter certeza dessa felicidade, e a encontrou numa simplicidade que veio de complexos pensamentos sobre suas vontades, que na verdade, eram muito menos do que ele mesmo podia imaginar, ele desejou ter nada e mais um pouco. Porque o que ele realmente queria, já estava ao seu lado: O silêncio.

Queria o silêncio para quebrá-lo, desmontar em mil peças, o elemento que faz parte de todas as suas canções. Porque enquanto grita tudo para fora, são os momentos de silêncio que o motivam a continuar...

Acabei de passar 10 minutos em silêncio, aprendi muita coisa...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

My Old Box of Things...

Dentro de nós existe um lugar onde gostamos de deixar guardado o que mais nos agrada, coisas que não podemos contar pra ninguém, coisas que não conseguimos contar pra ninguém... e é lá que ficarão guardadas as cartas que nunca escrevi, os abraços que nunca ofereci, os caminhos que não andarei, as vontades que já tive, os olhares que nunca troquei e infinitamente os beijos que não provei. Hoje morre um herói que leva com ele as bandeiras de quem já salvou, hoje morre um menino sonhador, e com ele, a noite de luz acesa que se apagou.

Tenho medo de ir dormir, meu mundo não precisa mais desse herói, talvez um óculos quebrado e aquele jeito meio desastrado ainda me sirvam. Um tenis furado e uma calça jeans qualquer também.

Afinal, Quantas pancadas já me atingiram? Quantas pedras que viraram cometas? Quantas lanternas já não imitaram a luz da lua? Com uma faísca, fiz fogo... com três paredes, fiz uma casa...

Esperei que o sol beijasse o mar outra vez, que a varanda da minha casa se tornasse o lugar mais alto do mundo. Que as folhas verdes não caíssem no outono. Esperei que meu telefone tocasse, que o carteiro gritasse o meu nome, que a cadeira do meu lado estivesse ocupada, que o travesseiro do meu lado não estivesse vazio. Esperei por chuvas no deserto e por calor nos pólos.

Mas o sol não tem boca, minha casa não tem varanda, as folhas no outono já são de outra cor, meu telefone tem a conta vencida, meu carteiro é eletrônico, meu banco não é de dois lugares, minha cama é de solteiro, o deserto molhado seria de lama, e os pólos derreteriam com o calor.

Agora estou vencido, mal consigo abrir a boca para respirar e todos os músculos do meu corpo ignoram qualquer comando meu. Caídas ao meu lado, estão todas as bandeiras de quem depositou fé no meu personagem, na minha história. Agora já não sou tão forte quanto pensava ser...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Provavelmente...

Não interessa... ela pode tanto me reviver como me matar de vez...

Essa sim é uma carta declaratória...

Aqui sim os meios novos de comunicação podem me facilitar a vida... ou não. Sinto hoje que estou no terceiro passo do amor, não sei quantos passos esse sentimento pode ter, mas posso dizer os que já passei, o primeiro foi o de amar por amar, e amei... o segundo foi o de amar por simplesmente não conseguir fazer mais nada. O terceiro passo, o passo em que me encontro é esse de recusar esse amor infinito, recusar com todas as forças e mesmo assim não conseguir deixá-lo. É como se me esticassem até onde não aguentarem mais e eu não poder quebrar. Não posso cair de joelhos e simplesmente chorar no ombro de alguém, de um pai, do meu pai... Não posso discutir com os amigos, eles já não conseguem mais me dar um conselho que adiante. Não encontro mais saídas para deixar de deitar em dois travesseiros desconfortáveis. E sobrevivo de pequenas frestes de ar que são os finais de semana sem preocupações, esses que também são ameaçados agora. Teorias explicam que o homem não consegue viver sozinho, que ele precisa de um par, é de onde surge Eva para Adão. Mas para Adão foi fácil, ele só tinha Eva para amar, e Eva, por sua vez, só tinha Adão para agradar.

Nessa hora Adão senta embaixo da árvore mais bonita e cheia de maçãs e pensa: Sim a vida não é tão perfeita assim.

Não sou Adão, meu mundo é muito mais selvagem, e como se não bastasse só isso, são milhares de pessoas criando milhares de problemas, e eu continuo no meu caminho para alcançar aquele lugar tão desejado, os amigos, a família...

Mas sonhar é fácil, não se é cobrado imposto para isso, o difícil mesmo é ter força e vontade para levantar e fazer as coisas, sorrindo... a pessoa que devia me dar essa vontade, é a que me faz querer continuar deitado e sonhar. Porque nos sonhos, somem os detalhes, as cores, os cheiros e os paladares. Estão presentes só as coisas que eu imagino, as que eu desejo e as que eu almejo.

Eu sei que teria tempo pra tudo isso se fosse um imortal. Mas nossas barbas crescem, as rugas aparecem, e amigos nascem e morrem. Dentre eles um sorriso brilha mais que os outros...

Seja esse sorriso e não me deixe morrer sozinho...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sorrisos Irônicos

A dicotomia humana sempre terá espaço nesta arte... além de ter um sentimento doce, a raiva também me faz parte. Voltamos para o jogo, apertem start...

Eles não sabem o quanto chorei, não sabem o quanto já me sacrifiquei, mas ainda assim continuam a me julgar, me tratar como se, do jogo deles, eu tivesse que participar.

Eles não sabem o quanto já andei, não sabem quantas pessoas já matei, mas ainda assim, continuam a me dizer o que fazer, como se, no jogo deles, eu tivesse que perder.

Eles não sabem, simplesmente não sabem e continuam a me caçoar, a minha vida, eles insistem em analisar, mas contando mentiras para eles, eu vou continuar, porque eles dão risada de mim, mas não se lembram de que algum dia haverá o fim.

Mas é assim... não será a vida inteira, será só mais um dia ruim. Não para eles... para mim.

Eu vou sorrir quando me der vontade e vou chorar quando me der saudade, mas eles sentem desespero em não encontrar a felicidade, nem dentro, nem fora da cidade...

Então pra que brigar estupidamente? Não existe prêmio para essa gente. Queria terminar amigavelmente, mas deixo apenas meu sorriso ironicamente.

domingo, 2 de agosto de 2009

Segredo Revelado - Xeque-Mate

De certo que eu gosto de desvendar os dela, mas hoje preciso relatar um segredo meu: estamos traindo juntos...

Hoje traimos as rimas

Assim como num jogo de xadrez você precisa de duas peças para ganhar o jogo, não é possível dar Xeque-Mate com apenas uma peça, como não é possível amar sozinho, ou rimar só com um verso, mas falar de rimas sem rimar é o mesmo que não respirar enquanto se vive.

E ela segue me incompletando, mesmo que nossos versos não se cruzem, eles vão rimar.

Queria ter o beijo que mata lentamente para poder beijar ela hoje, que ela não moresse até amanhã, porque agora o sol já espanta as estrelas. E mesmo que a noite tenha nos pertencido. O tempo voou, como voou ontem, e como voará amanhã.

Poetas são mesmo pirados, acham que sabem rimar, mas "peão" não rima com "rei", e "rainha" não rima com "torre". E sim estive rindo da cara deles, pois enfrentam bispos e cavaleiros com meras palavras. E envenenam a ponta dos seus lápis para poder ganhar essa batalha.

Agora tenho certeza, ela é mesmo um veneno que me afeta. Então me mate lentamente também, diga pra ela não morrer antes, nem me deixar ir antes dela.

http://onesimpleangel.blogspot.com/2009/08/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html

Vice-Versa

Vice-Versa

Se escrever me faz ser mais forte, porque demoro tanto a escrever? Se quero mesmo enfrentar a sorte, poderia parar de pensar em te ter...

O que chamavam de amor, já não existe mais, ou existe demais... um amor gratuito, vendido no atacado, é o que eu tenho visto: um sentimento mal tratado. Hoje divido minhas palavras com você, e espero que posso me ouvir, hoje some o velho poeta e aparece o novo que está por vir.

Ontem eu quis que o mundo tivesse acabado, porque mesmo não tendo você ao meu lado, eu me sintia completado. Eu falava de longe com um celular desligado, e fingia de monte que você respondia meu chamado.

Ontem eu estava em Marte, porque tentaram nos separar, mas minha cabeça é uma bomba que não para de contar.

Tic - Lá em Marte as pessoas não dizem "eu te amo"...

Tac - Lá em Marte eu não sei quando vai ser o fim do ano...

Tic - Lá em Marte o sol é mais forte...

Tac - Marte explodiu e com ele a minha morte.

Acho que escreveria demais, escreveria em grandes jornais, para que todos soubessem que não podem nos afastar. Que amar é demais para, a qualquer hora, falar...

Eu e você nessa conversa, eu e você... ou vice-versa...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Onde Estive?

As lágrimas me dificultam a escrever, mas é escrever que me faz ser mais forte, enfrentar a sorte... Agora sei como um homem pode ser perigoso, palavras de um lápis venenoso. Uma arma que mata lentamente, palavra por palavras, e uma cegueira novamente, não é uma xícara de chá, nem uma dor de dente, são sentimentos materializados que corroem minha mente, eternamente...

Minha imunidade está quebrada, antes não sentia nada, agora não consigo mais um degrau dessa escada. Levantar a perna parece fácil para quem está sadio, mas a mente e o corpo trabalham juntos, e meu estado é doentio.

Não posso mais acreditar neles, minha parte poeta foi embora. É mais uma parte da minha morte, passei da minha hora. Chorei tudo o que precisava, chorei tudo o que eu negava.

Meu mundo perfeito é aqui entre essas palavras. Lá fora as pessoas são mais bravas. Não vejo um motivo de orgulho, mas posso tentar outro mergulho, porque enquanto a fera dentro de mim não descansar, não há sentença nenhuma que vai me fazer parar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Diário de Férias


Diário de Férias
Hoje sobrevoamos a nuvem mais alta, uma sensação que me fazia falta. Não lembro o que fizemos, mas lembro que foi perfeito, não lembro onde estivemos, mas sei que quem nos levou foi o vento.
Você me perseguia e não sabe o que fez, mas de algum modo me encostou e então foi a minha vez. Sua mão na minha e se foi outra vez, correu por entre as Marias, sim... as três.
E foi assim até decidir mudar, e de olhos fechados comecei a contar. Seus passos foram ficando silenciosos e você a se distanciar. Só até oito consegui contar, com medo de não te encontrar, ou te perder naquele imenso azul. Mas foi então que te achei e gritei: "um, dois, três perto do Cruzeiro do Sul."
Brincamos a noite inteira com as estrelas, mas amanhã não poderemos nem vê-las, a TV prevê temporal e vamos dormir agora, amanhã não vamos poder ficar lá fora. Então me acorde cedo, vamos assistir um filme de medo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

15 Minutos ou Uma Vida ou Mais de Uma

Não é difícil alcançar a perfeição - O que não é fácil é mantê-la

Tenho tanto pra dizer e sempre terei. Começo essa nova jornada de letras e palavras para tentar manter essa perfeição... a perfeição de um sentimento, o mais misterioso entre os homens, o mais difícil entre as mulheres e o mais fácil entre as crianças. Essa não é a última chance, é a minha única chance. Com tantas outras rimas maravilhosas, posso acabar por não conseguir me expressar corretamente. Mas também, acho que nem preciso mais delas. E começo pela loucura que o mundo tem me proporcionado. Não os lugares nem as mega construções, nem monumentos, muito menos uma bela vidraça com nossos nomes estampados. Mas são as pessoas que me induzem a pensar dessa forma e essa sensação de sobreviver ao mais alto nível de loucura. Essa sensação de infinitamente te amar e não precisar dizer para que todo mundo saiba. Faço minha cara de vidraça e estampo essas palavras como nosso nome. Sentimento eterno que me faz ser maior e mais forte do que a própria morte, temida pela humanidade fraca que desiste à ela enquanto é ela quem me faz pensar nessa única vida de redenção. E é só o seu rosto, estampado na escuridão dessas noites solitárias que se transformam em frases infinitas e que me fazem amar-te como nenhum ser vivo tem amado outro, quero dizer que independente do tempo ou espaço que nos separe, ainda, entre nós, consigo me queimar nesta simples brasa que nos separa. O mundo podia ser feito só de água, e nós, e dois barcos, ainda remaria ao seu encontro. Que fosse feito só de fogo, seriamos feitos de material não inflamável, e ainda existiriamos e mesmo que as cinzas de todas as árvores e prédios ofuscassem, eu te encontraria e te acharia pelo cheiro, pelo beijo. Esgotaria minhas forças para poder recuperá-las em ti. E sei que faria o mesmo. Mas esse imenso mar e essas imensas chamas são essas novas pessoas, e rostos, e sorrisos, e sonhos. Que nos queimam e nos afogam impedindo-nos de nos encontrar. Mas sei que existe e está aí. Quando me derem a certeza de que você não existe mais, já terei sumido antes. Preparando outro mundo, um novo mundo para nós. A distância será a mesma, assim como minha vontade de te ver. E mesmo que me desfaça em pedaços, todas essas peças que me caem são para reencontrar o caminho de casa. E "casa" é você. AS paredes, seus abraços. A porta de entrada, seu beijo. Tenho tanto a dizer... e digo. Talvez tenha-me sido necessário sofrer, chorar e conhecer todos os ambientes, hostis ou não, dessa vida. Ou posso estar falando asneiras por inexperiência. Mas não preciso de mais tempo para entender o que todos querem entender sem pensar. Eu pensei e descobri. Viva tudo o que tem que viver, guarde pra você o que te faz sorrir. Talvez tenha-me sido necessário sorrir e esquecer da dor. Mas sorrir sozinho não é engraçado, como chorar sozinho também não é. E se quer mesmo saber... eu sorri e eu chorei, agora só escrevo e me descrevo, palavras são rápidas, nascem na ponta do lápis e morrem num papel. Mas são lembradas em nossas mentes, de quem escreve e de quem as lê. Lento mesmo é o meu amor de sete vidas, ou mais, e se você precisar de mais uma vida inteira para descobrir, já a tem... e sempre teve...

Tenho tanto a dizer, mas tenho medo, que nem tudo que eu fale, ou que tudo seja falado. Então o munto mente para mim e eu minto de volta para o mundo, pois meu maior medo é pensar que esta vida não existe, assim como você sumiria e esta perfeição se quebraria, acordaria num lindo dia de sol, e nem de você eu lembrasse mais, ou até reveja seu rosto num breve pensamento, mas que não existisse, que eu só esteja imaginando...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Presente de Aniversário Atrasado

Eu só quero entender o que você faria...

Se você tivesse dito pra onde iria, se eu tivesse forças, eu te perguntaria...

Acho que já não adianta, mas não vou deixar na garganta...

Quando aprendemos a amar, chegamos a um outro patamar. Algo que não conseguimos enterpretar, que palavra nenhuma pode explicar. Ao mesmo tempo que nos sentimos fracos, temos novas forças a gastar. Algo que não encontramos em nenhum outro lugar.

Ai está sua fragilidade, uma outra felicidade, a sua tristeza e a sua dureza, um muro de pedras preciosas, tão forte quanto brilhosas.

Você já tem um lugar para cair, e eu aqui com um colchão na mão, sem saber aonde ir, tentando te salvar, esperando que não vá se machucar. Me preocupando sem precisar, enquanto todos estão a te salvar...

É...! Esse plano mirabolante, não é um anel de diamante, mas algo que te faça sorrir, algo que te faça importante. Algo que te faça sentir o seu tamanho gigante.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Me adiantei...


...certo! Às vezes me desconcentro e me desconserto. Ah! Se você pudesse me ver de perto...

Acho que às vezes também me adianto, e me pergunto o quanto.

Quanto de tempo eu gastaria, quantas palavras escreveria, se outra paixão eu viveria, se João encontrasse outra Maria.

Quanto de lágrimas eu derramaria, quanto mais eu esperaria, pra quem morreu um ano, o que é mais um dia?

Quantos sorrisos diferentes eu veria, quantas pessoas eu estranharia. Quanto dinheiro eu gastaria, será que pelos mesmos caminhos eu passaria?

Quantas coisas eu pensaria, “o que é que mais te agradaria”. Posso até me exibir um pouco, mas ninguém gostaria, não sou nada, sou mixaria.

Em outra mentira, não acreditaria. Pois essa sim me mataria. Entraria em outra roubada, entraria em outra fria.

Tantas perguntas, que se eu esperasse ninguém me responderia, minha segunda chance, minha última chance, quando ela viria?

Nunca desisti, e nunca desistiria, mais uma vez, essa é minha carta aberta, minha gritaria. É você a pessoa certa? A que me salvaria?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Vamos Matar Platão


Vamos Matar Platão
...E eu aqui nessa cadeira, nessa cadeia. Sem tempo, de vida cheia. Aqui nesse tédio, preferia pular de um prédio, então eu iria voar, atravessaria o mar, até onde você esteve, até onde vai estar.
Você é a última peça, e agora que está aqui não estou mais com pressa.
Você não é a prova de que meus sonhos são reais. Você é meu melhor sonho entre todos os demais.
Então pule comigo, não sou o inimigo. Feche os olhos, afaste todos os seus medos, quando a luz apagar, estarei segurando todos os seus dedos. Não tenha medo desse escuro, vamos pular esse muro, usaremos uma escada, atravessaremos uma estrada. Posso até mudar meu nome, poderemos até passar fome. E mesmo com essa timidez, no dia seguinte, podemos fazer tudo outra vez.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Novos Passos
21h00, 00h00, 21h12,
12h21
Nove,
meia-noite,
vinte e uma e doze,
meio-dia e vinte e um minutos de hoje...
Muito do que falo já não tem mais expessão, ou é a emoção que toma conta dessa situação...
Se ninguém perguntar de você,
Não pergunte de ninguém,
Mas pergunte a todo mundo que nos vê
Se eu tenho perguntado de alguém...
Tenho saudade desse meu medo e temo não sentir mais falta.
A saudade do medo de pular da nuvem mais alta.
Um suicídio longo, no meio do povo
Um tenis velho e um tenis novo...
Como um novo olhar, um novo mar
Um novo sorriso, e o seu jeito de disfarçar...
Faz muito tempo ou não faz?
Que não aposto nada, que não saio para jogar
Estará escrito, amanhã, num novo cartaz
Que voltei a apostar, e que não foi sorte...
Dei azar...