Onde Estive?
As lágrimas me dificultam a escrever, mas é escrever que me faz ser mais forte, enfrentar a sorte... Agora sei como um homem pode ser perigoso, palavras de um lápis venenoso. Uma arma que mata lentamente, palavra por palavras, e uma cegueira novamente, não é uma xícara de chá, nem uma dor de dente, são sentimentos materializados que corroem minha mente, eternamente...
Minha imunidade está quebrada, antes não sentia nada, agora não consigo mais um degrau dessa escada. Levantar a perna parece fácil para quem está sadio, mas a mente e o corpo trabalham juntos, e meu estado é doentio.
Não posso mais acreditar neles, minha parte poeta foi embora. É mais uma parte da minha morte, passei da minha hora. Chorei tudo o que precisava, chorei tudo o que eu negava.
Meu mundo perfeito é aqui entre essas palavras. Lá fora as pessoas são mais bravas. Não vejo um motivo de orgulho, mas posso tentar outro mergulho, porque enquanto a fera dentro de mim não descansar, não há sentença nenhuma que vai me fazer parar.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Diário de Férias

Diário de Férias
Hoje sobrevoamos a nuvem mais alta, uma sensação que me fazia falta. Não lembro o que fizemos, mas lembro que foi perfeito, não lembro onde estivemos, mas sei que quem nos levou foi o vento.
Você me perseguia e não sabe o que fez, mas de algum modo me encostou e então foi a minha vez. Sua mão na minha e se foi outra vez, correu por entre as Marias, sim... as três.
E foi assim até decidir mudar, e de olhos fechados comecei a contar. Seus passos foram ficando silenciosos e você a se distanciar. Só até oito consegui contar, com medo de não te encontrar, ou te perder naquele imenso azul. Mas foi então que te achei e gritei: "um, dois, três perto do Cruzeiro do Sul."
Brincamos a noite inteira com as estrelas, mas amanhã não poderemos nem vê-las, a TV prevê temporal e vamos dormir agora, amanhã não vamos poder ficar lá fora. Então me acorde cedo, vamos assistir um filme de medo.
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