terça-feira, 29 de setembro de 2009

What's Next?

E ele voltou a respirar, não mais feliz, ou menos triste, mas conseguiu fazê-lo conscientemente... Esteve lúcido de que estava fazendo a barba, e sorria, esteve lúcido de estar penteando o cabelo, e sorria, se arrumou como se estivesse indo na festa mais rica que pode haver no fim de ano. Mas ficou em casa...

Hoje, planejou o amanhã, e amanhã festejará o ontem.

Percebeu que também poderia ser feliz, e ter certeza dessa felicidade, e a encontrou numa simplicidade que veio de complexos pensamentos sobre suas vontades, que na verdade, eram muito menos do que ele mesmo podia imaginar, ele desejou ter nada e mais um pouco. Porque o que ele realmente queria, já estava ao seu lado: O silêncio.

Queria o silêncio para quebrá-lo, desmontar em mil peças, o elemento que faz parte de todas as suas canções. Porque enquanto grita tudo para fora, são os momentos de silêncio que o motivam a continuar...

Acabei de passar 10 minutos em silêncio, aprendi muita coisa...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

My Old Box of Things...

Dentro de nós existe um lugar onde gostamos de deixar guardado o que mais nos agrada, coisas que não podemos contar pra ninguém, coisas que não conseguimos contar pra ninguém... e é lá que ficarão guardadas as cartas que nunca escrevi, os abraços que nunca ofereci, os caminhos que não andarei, as vontades que já tive, os olhares que nunca troquei e infinitamente os beijos que não provei. Hoje morre um herói que leva com ele as bandeiras de quem já salvou, hoje morre um menino sonhador, e com ele, a noite de luz acesa que se apagou.

Tenho medo de ir dormir, meu mundo não precisa mais desse herói, talvez um óculos quebrado e aquele jeito meio desastrado ainda me sirvam. Um tenis furado e uma calça jeans qualquer também.

Afinal, Quantas pancadas já me atingiram? Quantas pedras que viraram cometas? Quantas lanternas já não imitaram a luz da lua? Com uma faísca, fiz fogo... com três paredes, fiz uma casa...

Esperei que o sol beijasse o mar outra vez, que a varanda da minha casa se tornasse o lugar mais alto do mundo. Que as folhas verdes não caíssem no outono. Esperei que meu telefone tocasse, que o carteiro gritasse o meu nome, que a cadeira do meu lado estivesse ocupada, que o travesseiro do meu lado não estivesse vazio. Esperei por chuvas no deserto e por calor nos pólos.

Mas o sol não tem boca, minha casa não tem varanda, as folhas no outono já são de outra cor, meu telefone tem a conta vencida, meu carteiro é eletrônico, meu banco não é de dois lugares, minha cama é de solteiro, o deserto molhado seria de lama, e os pólos derreteriam com o calor.

Agora estou vencido, mal consigo abrir a boca para respirar e todos os músculos do meu corpo ignoram qualquer comando meu. Caídas ao meu lado, estão todas as bandeiras de quem depositou fé no meu personagem, na minha história. Agora já não sou tão forte quanto pensava ser...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Provavelmente...

Não interessa... ela pode tanto me reviver como me matar de vez...

Essa sim é uma carta declaratória...

Aqui sim os meios novos de comunicação podem me facilitar a vida... ou não. Sinto hoje que estou no terceiro passo do amor, não sei quantos passos esse sentimento pode ter, mas posso dizer os que já passei, o primeiro foi o de amar por amar, e amei... o segundo foi o de amar por simplesmente não conseguir fazer mais nada. O terceiro passo, o passo em que me encontro é esse de recusar esse amor infinito, recusar com todas as forças e mesmo assim não conseguir deixá-lo. É como se me esticassem até onde não aguentarem mais e eu não poder quebrar. Não posso cair de joelhos e simplesmente chorar no ombro de alguém, de um pai, do meu pai... Não posso discutir com os amigos, eles já não conseguem mais me dar um conselho que adiante. Não encontro mais saídas para deixar de deitar em dois travesseiros desconfortáveis. E sobrevivo de pequenas frestes de ar que são os finais de semana sem preocupações, esses que também são ameaçados agora. Teorias explicam que o homem não consegue viver sozinho, que ele precisa de um par, é de onde surge Eva para Adão. Mas para Adão foi fácil, ele só tinha Eva para amar, e Eva, por sua vez, só tinha Adão para agradar.

Nessa hora Adão senta embaixo da árvore mais bonita e cheia de maçãs e pensa: Sim a vida não é tão perfeita assim.

Não sou Adão, meu mundo é muito mais selvagem, e como se não bastasse só isso, são milhares de pessoas criando milhares de problemas, e eu continuo no meu caminho para alcançar aquele lugar tão desejado, os amigos, a família...

Mas sonhar é fácil, não se é cobrado imposto para isso, o difícil mesmo é ter força e vontade para levantar e fazer as coisas, sorrindo... a pessoa que devia me dar essa vontade, é a que me faz querer continuar deitado e sonhar. Porque nos sonhos, somem os detalhes, as cores, os cheiros e os paladares. Estão presentes só as coisas que eu imagino, as que eu desejo e as que eu almejo.

Eu sei que teria tempo pra tudo isso se fosse um imortal. Mas nossas barbas crescem, as rugas aparecem, e amigos nascem e morrem. Dentre eles um sorriso brilha mais que os outros...

Seja esse sorriso e não me deixe morrer sozinho...