quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cíclico

Há muito tempo, havia perdido uma caneta e não sabia nem por onde começar a procurá-la. Sem ela, perdi horas e momentos importantes.

Em vão, pensei em milhões de versos que sumiram e não puderam me fazer companhia.

Sozinho... tentei escrever com outras ferramentas:

Pedra e carvão, guaches e pincéis, saco de pão e até mesmo em outros papéis.

Mas não reconhecia minhas próprias palavras, minhas companheiras, meus meios de buscar alguém, jeitos únicos de diminuir distâncias.

Até que certo dia a reencontrei e, já com a tinta no fim, percebi que o que ela queria não era estar perdida, mas ser para sempre.

Aprenderei outros meios em outras palavras, que me reconheçam e que voltem como eu voltei. Como sempre voltei, porque escrever não é um estado, não se escreve uma vez e pára...

É cíclico e não depende de uma caneta, mas de inspiração

Então, com a penúltima gota escrevo aqui.

Porque fico com a última e, agora, não a perco mais!