Há muito tempo, havia perdido uma caneta e não sabia nem por onde começar a procurá-la. Sem ela, perdi horas e momentos importantes.
Em vão, pensei em milhões de versos que sumiram e não puderam me fazer companhia.
Sozinho... tentei escrever com outras ferramentas:
Pedra e carvão, guaches e pincéis, saco de pão e até mesmo em outros papéis.
Mas não reconhecia minhas próprias palavras, minhas companheiras, meus meios de buscar alguém, jeitos únicos de diminuir distâncias.
Até que certo dia a reencontrei e, já com a tinta no fim, percebi que o que ela queria não era estar perdida, mas ser para sempre.
Aprenderei outros meios em outras palavras, que me reconheçam e que voltem como eu voltei. Como sempre voltei, porque escrever não é um estado, não se escreve uma vez e pára...
É cíclico e não depende de uma caneta, mas de inspiração
Então, com a penúltima gota escrevo aqui.
Porque fico com a última e, agora, não a perco mais!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
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