Onde Estive?
As lágrimas me dificultam a escrever, mas é escrever que me faz ser mais forte, enfrentar a sorte... Agora sei como um homem pode ser perigoso, palavras de um lápis venenoso. Uma arma que mata lentamente, palavra por palavras, e uma cegueira novamente, não é uma xícara de chá, nem uma dor de dente, são sentimentos materializados que corroem minha mente, eternamente...
Minha imunidade está quebrada, antes não sentia nada, agora não consigo mais um degrau dessa escada. Levantar a perna parece fácil para quem está sadio, mas a mente e o corpo trabalham juntos, e meu estado é doentio.
Não posso mais acreditar neles, minha parte poeta foi embora. É mais uma parte da minha morte, passei da minha hora. Chorei tudo o que precisava, chorei tudo o que eu negava.
Meu mundo perfeito é aqui entre essas palavras. Lá fora as pessoas são mais bravas. Não vejo um motivo de orgulho, mas posso tentar outro mergulho, porque enquanto a fera dentro de mim não descansar, não há sentença nenhuma que vai me fazer parar.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Talvez você tenha estado a andar pelas ruas de saturno, rindo da cara dos poetas...
Gosto de estar aqui, sempre encontro coisas que me cabem...
Abraços,
Andréia.
Postar um comentário