terça-feira, 27 de abril de 2010

Corpo de Fundo

Por que a dor se acumula e a felicidade é passageira? Por que bons momentos não são vendidos em qualquer feira? Por que só aprendemos a medir o peso de uma montanha e sua beleza depois de sentirmos, de uma pluma, sua leveza? Por que precisamos chorar para aprender a sorrir? E por que calejar para não se ferir?

Por que choramos mais de uma vez por coisas que não valem a pena? Por que vivemos sempre em dilema? Por que nossa vida não é igual a de cinema?

A dor é certa e a felicidade é duvidosa, e não arriscaremos, por algo incerto, o que já temos.
As pessoas preferem não arriscar a dor que já têm, por uma dúvida de algo melhor, com medo de ficar pior. É como apostar as fichas que não tem, para ganhar um prêmio pela metade. Meia felicidade.

Cada rodada te cobra um pouco, cada dia te destrói um pouco.

Enquanto todos se saturam da insanidade do mundo... eu me sinto a sobra, o corpo de fundo.

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